A União deu um passo importante para destravar um dos pontos mais desafiadores da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol II). Na última quarta-feira (4), foi formalizado um contrato de R$ 467,9 milhões com o objetivo de concluir um trecho de 35,75 km que conecta Guanambi e Caetité, no interior da Bahia.
O foco principal desse novo investimento recai sobre o traçado de Ceraíma. Historicamente, este é um dos locais de maior complexidade técnica e ambiental de todo o projeto, devido à proximidade com a barragem responsável pelo abastecimento hídrico da região.
Detalhes do novo contrato
Segundo a Infra S.A., estatal que gerencia o empreendimento, o grupo vencedor terá o prazo de 47 meses (contados a partir da ordem de serviço) para entregar:
A elaboração dos projetos técnico e executivo;
A conclusão das obras de infraestrutura restantes;
A instalação de pátios de desvio, essenciais para a logística e o cruzamento dos trens quando a ferrovia estiver operacional.
Relevância Estratégica e Evolução
A Fiol II, que faz a ligação entre Caetité e Barreiras, é fundamental para levar a produção de grãos e minérios do oeste e sudoeste baiano até o Porto Sul, em Ilhéus (Trecho I). Finalizar esse segmento não só facilita o escoamento de cargas, como também eleva o nível de prontidão da ferrovia para uma futura concessão ao setor privado.
O ritmo das obras tem demonstrado crescimento nos últimos anos:
2024: O Trecho 2 estava com cerca de 65% de conclusão.
2025: O índice de execução subiu para 71%.
Expectativa: Com este novo acordo, o governo pretende acelerar os trabalhos para superar os gargalos que limitavam o progresso em Ceraíma.
Enquanto o primeiro trecho (Ilhéus-Caetité) já é operado pela Bamin sob regime de concessão, a Fiol II continua sob a coordenação da Infra S.A. até que esteja pronta para o mercado. O projeto segue monitorado por órgãos reguladores para assegurar o cumprimento das metas e a segurança dos recursos ambientais locais.
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